20 outubro, 2019

inventei de me apaixonar e tudo desmoronou | 012

Esse post está gigante, é o maior que eu já escrevi, mas está bem divertido. Espero que você se divirta lendo tanto quanto eu me diverti escrevendo.

Deixa eu começar do começo...

Eu tenho pensado bastante na forma como eu lido com meus relacionamentos nos últimos tempos. Digo relacionamentos no plural porque acho que me dou mal em todos eles: familiares, amizades e até comigo mesma. Por pensar nisso, nunca me permiti tentar algo romântico - até agora.

Desde que descobri o mundo lgbtq+ sempre tive vontade de me encaixar, mas nunca me identifiquei com nenhuma sexualidade dessa sopa de letrinhas. Observando minhas inexperiências anteriores e pesquisando bastante, em 2016 descobri a assexualidade. Na época, esse termo não tinha quase nenhuma visibilidade, mas sentia orgulho de me sentir pertencente à algum grupo, mesmo que pequeno. Me divertia explicando para meus amigos o que é, e sentia raiva pela comunidade quando os chamavam de ''assexuados''. Eu falava berrava:
- Assexuado é esponja, tá? O certo é assexuAL!

Acontece que até o início desse ano eu estava planejando ficar sossegada em relação à relacionamentos amorosos. Acho que no fundo eu já sabia que, por mais interessante que fosse dizer que eu era assexual, eu não era de fato. Porém eu tenho bastante carinho pela comunidade assexual. Me sensibilizo muito com os desafios e contratempos que essa comunidade passa e os defendo como se fossem minhas plantinhas. 

Ok, eu tinha voltado para a estaca zero. Eu acho muito louco como o destino coloca no nosso caminho as coisas certas nas horas certas. Navegando pelo youtube, me aparece uma entrevista da Anavitória em que elas falam sobre sua sexualidade. Elas deixam muito claro que é muito legal você se identificar com uma comunidade, mas você não precisa sabe? A partir de então tenho levado isso pra minha vida. Pelo menos na minha bolha social, meus amigos tem vários tipos de sexualidade, mas quando me perguntam com qual me identifico eu só digo: ''não sei :)''.

Em setembro, tinha acabado de chegar da escola numa quinta-feira. Devia ser quase 20h e minha amiga mandou num grupo que tinha um amigo que tava solteiro e perguntou quem queria falar com ele. Deixa eu te dar um norte rapidinho: por mais que eu seja muito boa em fazer amizades, sou péssima em mantê-las porque tenho dificuldade de falar sobre meus sentimentos e gostos sem me sentir mal. Escrever é tão mais fácil. Achei que conversar com o tal menino seria um bom treino, então eu aceitei a proposta. Ele me chamou no insta, depois migramos pro whatsapp e quando eu percebi já eram quase 2h da manhã! 

Fiquei meio assustada porque temos muitas (muitas mesmo) coisas em comum e isso era muito estranho, porque ele é bem legal... epa. O que é isso? Para coração, você nem conhece esse menino. E se ao vivo ele for diferente? Sossega. 

Conversamos no dia seguinte sobre o episódio de Black Mirror que ele me indicou, compartilhamos nossos medos estranhos, criamos teorias e ele me chamou pra sair no sábado. No começo eu estava super desencanada então falei que não na cara de pau. Achei que ele não ia mais falar comigo mas acabamos conversando bastante durante o fim de semana e eu achei que seria interessante sair com ele no sábado seguinte. Na segunda, terça e quarta da mesma semana que sairíamos ficamos muito empolgados pra conhecer um ao outro e marcamos para sexta, já que era o dia em que ambos podiam sair. Eu estava encarando isso como uma brincadeira. Eu sempre fui a amiga que ri e acha divertido aconselhar os amigos a sair, mas ser a amiga que ia sair foi, na verdade, bem legal. Seria meu primeiro encontro. 

A mesma amiga que me ''apresentou'' o menino sempre perguntava como estavam as coisas entre nós, tanto pra mim quanto pra ele. Ele é o melhor amigo do namorado dela, então ela se sentia na necessidade de garantir que nenhum dos dois se machucassem, o que eu achei muito gentil da parte dela. Como ela conhecia ele, ela sempre me falava os defeitos dele, para que eu já estivesse preparada para não me decepcionar tanto. Imagino se ela fez o mesmo com ele e o que ela deve ter dito sobre mim. Apesar de ela fazer isso com a melhor das intenções, na quinta-feira, na véspera do dia em que sairíamos, esses comentários me deixaram bem ansiosa e nervosa. Sentir isso sempre é muito ruim pra mim, mas a parte boa é poder ver como tenho sorte de ter pessoas maravilhosas à minha volta. Meus amigos me acalmaram e me ajudaram como podiam. Chegando em casa tentei meditar para clarear a mente e me acalmar. E não é que deu certo? 

No dia do rolê, ou, como diriam meus livros de romance: dia do meu primeiro encontro, eu estava relaxada e muito confiante. Admito que fiquei bem orgulhosa dessa versão da Cecília. Meus amigos estavam mais empolgados que eu, principalmente a que me apresentou ele, o que foi engraçado. A manhã passou rápido e combinamos de sair durante a tarde, para tomar açaí. Me sentir a personagem principal de uma história de amor à primeira vista foi bem divertido. Tive direito à mandar foto da roupa escolhida para meus amigos conselheiros e ainda pude sentir um friozinho na barriga antes de sair. Pedir meu pai para me levar me deixou nervosa porque tinha medo de ele não gostar dessa história, mas para a minha surpresa ele disse sim logo de cara. 

Marcamos de nos encontrar lá às 17h mas esse era o horário em que eu estava saindo de casa. O local era bem longe de casa e como era horário de pico acabei chegando 40 minutos atrasada. Perto da entrada do lugar eu parei. ''Onde é que eu estou com a minha cabeça? O que eu estava pensado?'' - tentei dar meia volta e recuar, mas meu pai me empurrou de volta. Entrei. 

Não foi difícil achá-lo. Ele estava numa mesinha bem perto da entrada e se parecia com as fotos. Aliás... sobre isso... Meus amigos estavam divididos entre ''ele é bem bonito'' e ''ele é ok''. Confesso que eu estava no time que achava ele ok. Cumprimentei ele e me sentei. Foi estranho porque ele ficava me encarando, provavelmente eu fiz o mesmo. Não conseguia pensar em nada pra dizer. Então ele disse: ''Como foi seu dia?''

Não lembro de quase nada do que falamos, mas pelo visto deve ter sido muito bom porque quando olhamos o relógio caro e pesado que ele usava já eram mais de 21h!!!! Nesse tempo lembro que ele foi no banheiro 3 vezes. Na terceira vez em que ele saiu eu fiquei pensando se não devia acontecer algo. Logo esse pensamento foi substituído pelo dos meus amigos falando que eu não precisava beijar ele se não quisesse, o que é a mais pura verdade. 
Ele voltou. Não sei como começou, mas sei que estávamos competindo qual dos dois faz mais coisas estranhas com as mãos enquanto conversávamos. Sabe quando você está falando algo mas sua cabeça está pensando outra coisa totalmente diferente? Eu estava assim. E minha cabeça estava: ''Ele é bem legal, né? Acho que ele gostou de mim também. Não é nada demais, mas é demais! Pera, pro que ele tá olhando? Eita, acho que... acho que é A MINHA BOCA! Ai calma, você não precisa beijar ele se não quiser. Beleza. Mas eu quero? Ai cara, acho que eu quero.''

Eu estava tão nervosa que não parava de falar. Daí ele foi chegando perto e eu ia também, mas dava umas recuadas. Foi estranho e pareceu que durou uma eternidade. Então... PÁ. 

Não vou mentir, foi muito estranho. Não foi meu primeiro beijo mas pareceu que era o dele, mesmo eu sabendo que não era. Ele enfiou a língua na minha boca direto e eu assustei muito. Quando esse desastre acabou a gente se olhou. Eu não sou boa em disfarçar meus sentimentos, e ele deve ter notado que eu tava desconfortável e ele me solta um: ''isso é tipo comida, tem que provar 3 ou 4 vezes pra saber se gosta''. Eu que não sou boba nem nada, provei logo 4 vezes.

Maravilha. Agora já eram 22h. Fiquei meio assustada e falei que tinha que ligar para meu pai. Pagamos o açaí e fomos pra porta. Nesse processo ele estava com uma cara muito estranha. Ele morava lá perto e voltaria pra casa a pé e sozinho. Perguntou se eu queria que ele ficasse esperando meu pai comigo e eu estava tão nervosa que quando fiquei ciente dos meus atos já tinha soltado: ''Não precisa, meu pai disse que não quer te conhecer ainda''. QUE QUE EU TENHO NA CABEÇA? AR? Ele pareceu assustado mas reagiu bem. Despediu e foi embora. 

Eu comecei a rir de desespero mas tentei ficar de boa. Eu tava lá pra conhecer ele e até que tinha sido bem legal. Foi só meu pai chegar que eu já fiquei emburrada. Fiquei quieta o caminho inteiro, tentando não ser rude. ''Droga Cecília, por que diabos você não pensa antes de falar as coisas, ein?''

Fui dormir sem dar satisfação para as dez mensagens de pessoas perguntando como tinha sido. Jurava que ele não ia querer falar comigo nunca mais. Nem falei direito com meus pais. Acordei meio estressada e incomodada sem vontade de sair da cama de vergonha. Acabei me obrigando a mandar mensagem pra ele pedindo desculpas. Era o fim. Aproveitei e respondi meus amigos com um texto grande e detalhado que copiei e colei para todos, para evitar perguntas. Eles opinaram o que fez com que esse grande problema dentro da minha cabeça diminuísse bastante. 

Sábados são como os outros dias para mim. Dia de simulado do enem. Esse era de humanas, linguagens e redação. Fiquei de cara fechada a manhã toda, ainda constrangida pelo que falei e pela minha expressão incomodada. Chegando na escola, vários amigos que eu não tinha contado o desastre me perguntaram como foi e eu comecei a contar. As reações de orgulho e riso me deixaram muito mais confortável com a situação e eu até fiz minha prova mais animada.

Depois do simulado, eu e alguns amigos combinamos de sair para ir ao museu e quando fui pedir para meus pais lembrei que não tinha dado a menor satisfação para eles de como foi. Eles deixaram, e enquanto eu me aprontava contei do desastre pra eles, que acharam bem engraçado. Até eu ri. Ao mesmo tempo em que isso acontecia, ele me mandou mensagem perguntando como tinha sido a prova. Achei que ele tinha feito isso por educação mas quando menos espero, ele me chama para sair novamente. Senti um misto de alivio e alegria. Mas claro, eu só estava conhecendo ele, não havia nada para sentir ainda, além de vergonha e empoderamento.

Na semana seguinte conversamos muito também. E na outra. Não saímos porque eu estava morrendo de vergonha e estava presa na zona de conforto de novo. Mas sempre conversávamos desde o fim da tarde até a madrugada. Trocávamos mensagens durante as aulas também. Nunca fiquei tão apegada ao meu telefone. Minha amiga já havia me alertado que ele tinha saído de um relacionamento sério, longo e complicado recentemente, então ele ainda estava meio instável. Tomei cuidado pra ser o mais compreensiva possível. 

Em um desses dias, ele estava muito feliz porque sua ex havia mandado mensagens tentando voltar com ele de forma desesperada. Ele a rejeitou  de forma muito madura pela primeira vez e ele ficou imensamente feliz com isso. Ele me mandou print de tudo e falou que estava bebendo para comemorar. Eu mesma fiquei orgulhosa dele. Ficamos conversando muito nesse dia e ele me contou que tem medo de nunca encontrar alguém que o dê valor. Ele mandava áudios, e eu digitava. Ele estava muito bêbado quando começamos a falar de coleções e músicas. Temos muito em comum mesmo. Voltamos ao assunto relacionamentos e ele falou como eu era especial e DO NADA ele me solta um ''te amo''. Meu coração faltou saltar do meu peito. Sabia que ele não estava bem então não tive nenhum tipo de reação extrema. Estava feliz por ele ter conseguido fazer algo que tinha medo, mas só. Mas confesso que fui dormir feliz nesse dia.

Alguns amigos estão planejando uma festa de halloween que vai ser demais e me chamaram pra cuidar da decoração. Claro que eu aceitei. Mesmo tendo visto o menino só uma vez, achei que seria legal se ele fosse na festa. Minhas amigas acharam que não teria problema e o colocaram no grupo, que confirmou presença até antes de mim. :) Nesse dia ele me elogiou, nem lembro sobre o quê, só sei que eu estava na aula e que ele pareceu tão sincero que dessa vez decidi deixar meu coração livre. ''Pode bater coraçãozinho, acho que você sabe o que está fazendo''. Olhei a foto dele mais uma vez e de repente ele ficou super bonito.

Durante a semana ainda conversamos e ele me chamou pra sair no sábado. Acontece que eu tinha combinado com alguns amigos de ajudá-los a escolher itens de decoração para a festa que estamos planejando, então tive que recusar. Meu plano era acabar a prova, que dessa vez seria de manhã, almoçar com meus amigos, irmos para o supermercado e depois para a loja de festas. Logo depois do simulado eu falei que estava saindo e ele falou que ia para um festival de músicas eletrônicas que teria na cidade. Ele disse que queria que fosse com ele. Eu gostaria de ir, mas achei melhor colocar meus amigos em primeiro lugar.

Durante tudo o que fiz nesse dia, tentava mandar fotos e vídeos para ele, já que era isso que ele estava fazendo comigo. Foi um dia bem legal para os dois, eu acho. O último desses.

No dia seguinte, minha amiga me mandou mensagem preocupada perguntando quantos stories dele estavam aparecendo para mim, se eram 3 ou 4. Eu chequei e vi que eram 3. Ela ficou preocupada e disse que para ela também só eram mostrados 3, mas que na verdade eram 4. O namorado dela me mandou um print do tal storie em que ele estava ficando com outra menina. Fiquei meio sem reação, mas acho que fiquei um pouquinho incomodada. 

Tipo, a gente tinha saído um vez, por mais que estivéssemos conversando coisas muito profundas e importantes, pelo menos para mim, isso não impedia nenhum dos dois de falar e ficar com outras pessoas. Por isso fiquei de boa. A minha amiga descordou totalmente desse meu pensamento e insistiu para que eu criasse uma situação hipotética, em que um cara quis ficar comigo e eu recusei porque não me imaginava ficando com outra pessoa já que gostava dele e peguntei para ele se ele faria o mesmo. Eu já sabia a resposta, mas resolvi aceitar essa loucura porque queria ver se ele era sincero comigo. Adivinha só: ele falou: ''cê podia ter ficado com o cara po''. E sobre ele ficar com outra pessoa, ele disse que NÃO FICARIA. O que ele estava tentando provar? Não faço ideia, só sei que eu detesto mentiras, cara. Ele estava brincando com meus sentimentos? Ou pior, me usando como diversão? Fiquei bem magoada.

Ignorei ele o dia inteiro. Na segunda-feira, tínhamos dia D com o tema ''Criança'' e eu não estava nem um pouco feliz. Passei o dia chateada. Precisava descontar minha raiva e tristeza em algo. Como temos DJ no dia D, coloquei minha jardineira, fiz maria-chiquinhas e no recreio dancei funk como nunca na vida. Rebolei minha raba com tanta vontade que as pessoas até me estranharam. Nem estava ligando pros comentários, eu estava me divertindo. Os amigos que sabiam do que aconteceu me incentivaram e embarcaram nessa comigo. Foi um dos melhores Dias D. 

De tarde, o namorado da minha amiga, aquele que é o melhor amigo do menino bobão, veio conversar comigo por mensagens. Ele tentou entender o meu lado e me aconselhou. Inclusive falou algo que acabou com o pouquinho de esperança que ainda me restava. Me avisou que ele foi no show porque a menina convidou ele e que eles continuavam conversando, então ele achava melhor eu me afastar dele pra não me machucar mais. Eles são melhores amigos, um sabe o que o outro quer e, pelo visto, não era eu.

Deixei ele no vácuo por um dia e meio e nessa mesma tarde rejeitei ele com classe e elegância:

Menino:
''Bom dia
Tá tudo bem?''
''oi
na verdade não
obrigada pelas conversas loucas, foi bem legal
mas acho que confundi as coisas entre nós
acho melhor pararmos de conversar
obrigada ae''
''foi bem legal mesmo
que pena que você acha isso
mas se quiser conversar, é só chamar''

Lacrei. Ele foi bem legal também. Só fiquei meio chateada que ele nem sequer perguntou o porquê disso. Bem, confesso que até hoje não superei muito bem isso porque eu estava gostando dele de verdade, sabe? Na mesma semana ele saiu do grupo da festa de halloween porque o melhor amigo dele achou que seria melhor para mim e mais confortável para todos se ele não fosse. Também acho.

Tudo isso me fez refletir sobre o que falei no último post, sobre se estou pronta para esse tipo de relacionamento. Eu estava tão ocupada pensando e sonhando com isso que me esqueci totalmente do enem nesse tempo. Meus estudos estão um fracasso e só agora estou conseguindo criar noção na minha cabeça para levantar e correr atrás do meu objetivo: fazer design. 

Apesar de tudo, aprendi muito. Praticar gratidão sempre me animou, então tenho tentado fazer isso com mais frequência. Eis aqui coisas que me alegraram nessa aventura:
  • Notei como tenho sorte de ter amigos tão maravilhosos;
  • Fiz um amigo (o namorado da minha amiga cupido);
  • Me aproximei dessa minha amiga cupido;
  • Descobri que talvez eu me encaixe como ''demissexual''
  • Aprendi muito sobre respeitar opiniões diferentes da minha;
  • Pratiquei defender minha opinião, mesmo que a outra pessoa force para que eu a mude;
  • Conheci novas visões de crenças;
  • Aprendi muito sobre mim mesma;
  • Cuidei da minha auto estima;
  • Percebi que posso ser muito confiante;
  • Vi como sou forte para controlar minha ansiedade e outras autossabotagens;
  • Conheci uma realidade diferente da minha;
  • Comecei a dar uma chance para que eu possa tentar conhecer as pessoas;
  • Vi que não preciso ter medo de ser eu mesma;
  • Valorizar muito mais a honestidade;
  • Saí da zona de conforto ao extremo :)
Ontem era para sairmos de casal. Mesmo que ele tenha saído fora, o convite ainda estava de pé para mim, mas acabei resolvendo não ir. Preferi colocar essa história para fora, aqui no lugar mais especial da internet para mim. O comentário da Geórgia me animou a fazer isso. Muito obrigada! Estou me sentindo bem mais leve, por incrível que pareça. Mas estou orgulhosa de mim por ter me permitido viver uma experiência tão diferente que me fez sentir tantas coisas diferentes. Viver coisas novas pode ser uma grande aventura.

Trilha sonora desse livro (na ordem de acontecimentos):
  1. magical - FTampa
  2. sunflower - Post Malone
  3. high school sweathearts - Melanie Martinez
  4. hot girl bummer - blackbear

Será que vai ter continuação?


4 comentários:

  1. Cecília do céu, eu adorei a forma como tu escreve, deixa o seu relato tão fluido e divertido de ler. Me identifiquei em tantos pontos que nem sei haha' Ler sua história com esse garoto animou meu dia porque vi que não sou só eu que faço merda nessas horas de silencios constrangedores e interações sociais.
    "Olhei a foto dele mais uma vez e de repente ele ficou super bonito." - Viiiixiiii, nessa hora eu já previ que alguma coisa ia dar ruim, porque será? Acho que pq isso aconteceu comigo tbm, comecei a me apaixonar pelo cara e aí alguma coisa aconteceu logo depois pra cortar o clima fofo que tava antes.
    Mano, seus amigos são incríveis, amigos de verdade. Toda essa compreensão e apoio que você descreveu... Fico muito feliz que tu tenha amigos assim, sério, de verdade.

    Até <3

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    1. Olá Isa!! Fico imensamente feliz por você gostar dos meus escritos porque só deixo minha mente me levar quando os faço, então são 100% eu. Menina, não sei se fico feliz ou triste por termos o fato de não agir bem com o silêncio em comum. Sinto que se você tivesse acompanhado essa experiência comigo em tempo real muitos desastres poderiam ter sido evitados haha. Sinto muito pela sua vivência com esse cara.
      Sobre meus amigos... EU SEI NÉ! ELES SÃO DEMAIS! Achei tão lindo você ficar feliz por mim! Você tem tudo pra ser uma amiga de verdade! Já te considero uma!

      Beijinhos!

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  2. cilis obrigada por compartilhar isso com a gente (♡) fico contente que meu comentário tenha a animado. ficou tudo muito gostosinho de ler.
    adorei saber sobre toda essa história, e que no fim tenha superado lindamente.
    saiba que eu também estou muito orgulhosa de você!!
    na maior parte do ano passado achei que talvez eu fosse assexual, pois eu não me interessava por ninguém dessa forma. mas acabei me apaixonando por uma amiga e meus sentimentos foram tudo por água baixo. fiquei muito triste por não ser recíproco. eu acabei agindo com infantilidade em alguns momentos, e se não fosse isso talvez as coisas poderiam estar bem melhores pra mim. entretanto eu também naaao seei. eu não tinha a mente que eu tenho hoje. e tá tudo bem, mesmo que alguns dos meus sentimentos estejam ainda bagunçandos. espero muito superar completamente isso. deve ser muito bom amar assim reciprocamente, mas isso vem na hora certa, quando estivermos prontos. e me identifiquei muito com isso que você escreveu. pq eu percebi que eu estava mais preocupada com outra pessoa, do que comigo mesma. temos que nos cuidar primeiro antes de fazer isso por outro alguém. 🌱

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    1. Oiii G! Fico feliz demais que você gostou da história, sem você acho que ela nem estaria aqui! Te considero muitíssimo, se ainda não deu pra reparar, então saber que você está orgulhosa de mim me deixou radiante!
      Sua história até se parece com a minha, mas acho que consegue ser bem mais triste, por ser uma amiga e não um desconhecido. SENTIR É MUITO COMPLICADO, CARA! E ver que o sentimento não é recíproco é bem doloroso! Espero que o tempo consiga curar suas feridas em breve porque essa dor é muito forte para ser sentida. Estou contente por você ter se identificado e espero que ambas consigamos aprender a cuidar de nós mesmas como uma prioridade! Você é maravilhosa do seu jeitinho, ok?

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